A minha vida sou eu...

domingo, 28 de abril de 2013



Fecho os olhos e recordo o teu sorriso,
Vejo o vento a percorrer o teu rosto, a desinquietar os teus cabelos,
A ondular as tuas roupas largas aplaudindo tua leveza….
Observo a linda paisagem que te rodeia
Tornando-te ainda mais encantador
Enquanto me esperas de braços abertos,
Prontos para me abraçar apertadamente
Protegendo-me de todo o mal que nos rodeia…

Recordo o toque das tuas mãos,
O teu cheiro, a tau barba, o teu jeito,
Recordo principalmente a tua insaciável sede de me amar…
Lembro-me vezes e vezes sem conta da tua respiração ao meu ouvido
Que me dizia as mil e uma coisas que ainda tínhamos por fazer!

Toda uma vida esperava por nós,
Parecia que tudo estava a nosso favor,
Que tudo era por amor…

E ali, ali via-me verdadeiramente feliz,
Quase parada no tempo que não pára
Apenas a escutar a mais melodiosa canção,
O bater acelerado do teu coração!

Aquele era o meu lugar,
Um lugar onde o infinito existia realmente,
A maldade estava tao longe que parecia nem nos alcançar…
Sim, era mesmo ali que eu queria ficar!

Depois, depois reparo que braços abertos mesmo só eram os meus
E que o tão cruel mundo não era apenas o que me rodeava
Mas sim o que sempre estivera a minha frente o tempo todo!

É então que paro de sonhar e abro os olhos,
Deixando no passado a lembrança de quem vivera feliz um dia…

sábado, 23 de março de 2013

Viagem


Hoje, na viagem ate aqui, só consegui pensar em ti,
Notar no ligeiro sorriso que se formou nos meus lábios carentes
A breve sensação de frescura que confortou o meu coração…

Perdi-me ao pé de ti, dei por mim a léguas de tudo o que conhecia,
Deixei-me mergulhar mas aguas do desconhecido
E por lá fiquei, confortável e segura,
Avistando tudo o que queria ver…
Agora que já voltei,
Já é mais do que tempo de regressar a mim,
Deixar-me de rodeios e perceber o que está a minha frente…

A breve paisagem doce que cruza os meus pensamentos,
Tornando-se num caminhar mais do que confuso: baralhado!
Vejo-me como a ti mesmo…
Pois sei que estás dentro de mim,
Costurado do lado contrário ao visto pela humanidade
Que um dia, na eventualidade de aprender a sonhar,
Saberá o que se está realmente a passar!

Nos meus sonhos tudo é puro, tudo é simples…
So me resta reconhecer e aceitar,
Cada vez que acordo,
O que me levou a este lugar completamente misterioso
Que me conforta a alma e me guia nesta paz…

As nossas palavras…
As nossas palavras são como favos de mel,
Ajudam a curar esta estranha gripe
Que um dia, sem eu dar por isso, nasceu no meu coração!

Sinto-me longe e ao mesmo tempo tão perto…
Perco-me nas marés sei lá de onde,
Talvez até de um lugar junto a ti…
Quem sabe?

Mudar...


Esta noite vou mudar o Luar,
Sentir que talvez possa voar…
Cair nas ondas do deserto e acordar,
Perceber que nem tudo tem razão de ser.


Vou caminhar para lá do horizonte,
Esperar o amanhecer
E ver o tempo correr sem sentido proibido…

Eu só quero perceber,
Descobrir e aprender o que esconde escondido!
É justo é sabido,
Para mim o caminho jamais será impedido…

Nunca pedi mais do que aquilo
Que as minhas mãos conseguem suportar,
Só quero saber o que o mundo não me pode contar.
A meta?
Essa estará sempre mais além
Do que alguma vez alguém possa alcançar…

É justo, justo e sabido
O mundo é uma constante incógnita
Alheia a tudo o que se encontra em seu redor.
Constante amigo do perigo,
Filho insatisfeito de dádivas divinas,
Atleta de esquinas, vencedor falido!

É justo, repito, justo e sabido
Que tudo é estranho e desconhecido
Mostrando que cada ser é único
Apenas por si mesmo entendido…
Tornando-se a cada dia,
E apesar de perdido,
Na mais singular fotografia de mil cópias…