A minha vida sou eu...

sábado, 23 de março de 2013

Viagem


Hoje, na viagem ate aqui, só consegui pensar em ti,
Notar no ligeiro sorriso que se formou nos meus lábios carentes
A breve sensação de frescura que confortou o meu coração…

Perdi-me ao pé de ti, dei por mim a léguas de tudo o que conhecia,
Deixei-me mergulhar mas aguas do desconhecido
E por lá fiquei, confortável e segura,
Avistando tudo o que queria ver…
Agora que já voltei,
Já é mais do que tempo de regressar a mim,
Deixar-me de rodeios e perceber o que está a minha frente…

A breve paisagem doce que cruza os meus pensamentos,
Tornando-se num caminhar mais do que confuso: baralhado!
Vejo-me como a ti mesmo…
Pois sei que estás dentro de mim,
Costurado do lado contrário ao visto pela humanidade
Que um dia, na eventualidade de aprender a sonhar,
Saberá o que se está realmente a passar!

Nos meus sonhos tudo é puro, tudo é simples…
So me resta reconhecer e aceitar,
Cada vez que acordo,
O que me levou a este lugar completamente misterioso
Que me conforta a alma e me guia nesta paz…

As nossas palavras…
As nossas palavras são como favos de mel,
Ajudam a curar esta estranha gripe
Que um dia, sem eu dar por isso, nasceu no meu coração!

Sinto-me longe e ao mesmo tempo tão perto…
Perco-me nas marés sei lá de onde,
Talvez até de um lugar junto a ti…
Quem sabe?

Mudar...


Esta noite vou mudar o Luar,
Sentir que talvez possa voar…
Cair nas ondas do deserto e acordar,
Perceber que nem tudo tem razão de ser.


Vou caminhar para lá do horizonte,
Esperar o amanhecer
E ver o tempo correr sem sentido proibido…

Eu só quero perceber,
Descobrir e aprender o que esconde escondido!
É justo é sabido,
Para mim o caminho jamais será impedido…

Nunca pedi mais do que aquilo
Que as minhas mãos conseguem suportar,
Só quero saber o que o mundo não me pode contar.
A meta?
Essa estará sempre mais além
Do que alguma vez alguém possa alcançar…

É justo, justo e sabido
O mundo é uma constante incógnita
Alheia a tudo o que se encontra em seu redor.
Constante amigo do perigo,
Filho insatisfeito de dádivas divinas,
Atleta de esquinas, vencedor falido!

É justo, repito, justo e sabido
Que tudo é estranho e desconhecido
Mostrando que cada ser é único
Apenas por si mesmo entendido…
Tornando-se a cada dia,
E apesar de perdido,
Na mais singular fotografia de mil cópias…